Uma vida em uma noite...
Eu iria te mandar uma carta...
Sentado de uma forma debruçada eu invadia e ultrapassava com meu corpo contorcido a região restrita de sua poltrona. Já não havia espaço nem entre nossos corpos e nem entre as demais poltronas telespectadoras desse filme com o conteúdo secreto e resumido da nossa memória.
A minha emoção se confundia de tal forma, que meu cérebro, já não enviava mensagens concretas ao meu corpo, para assim corresponder-me aos carinhos, que talvez, desordenada como eu, arriscava alguns impulsos involuntários.
Mas era inevitável notar, que sua boca habitava anjos, destilava o éter e toda “complexa”, simplicidade se escondia de maneira tão contraditória a tudo que é real naqueles lindos lábios.
Era uma forma delicada e ao mesmo tempo abrasadora sua natureza.
Seus olhos donos de inevitável emoção e mistério; já contava sua história antes mesmo q a tão formosa criatura abrisse a boca.
E que boca!
Haveria de encontrar, um artista, tamanha inspiração para doar-se; assim junto com suas tintas e envolver-se na infinita mistura de cores para a então descoberta de um vermelho tão perfeito?
Creio que não haveria!
E então ela falava. E seu hálito destilava vida.
Tudo nascia e crescia ao seu redor, era dona de encantos e do tempo... Nem sua idade era notável.
Mais uma vez olhei para os aqueles olhos.
Que me diziam para não se apaixonar ou então que assim o fizesse. Para descobrir também outro sentimento que se esconde por detrás da felicidade. Sofrimento.
Nem mesmo o mais duro coração dessa terra, nem mesmo o mais inatingível dos homens, suportaria ganhar e perder em tão pouco tempo.
Não!Que me levasse de pouco a pouco. Depois de uma forma inteira!
Olhei-os-seus-olhos...
E agora com mais temor do que antes.
Só ela tinha o mapa do tesouro que eu escondia.
Poderia mudar o curso do vento se quisesse. Mas não o fez.
Soprou e quase não consegui me segurar.
Perto dela,
Sentia-me como presa em frente ao seu predador. Não havia como fugir.
O silêncio e olhar pertenciam ao ritual que demonstrava superioridade e controle antes do momento final. Era indispensável fazer isso. Para que não houvesse meio ,apenas começo e fim.Mas fim do que começo!
Der repente recuperei meus sentidos, olhei pela janela do ônibus. Algumas horas depois. Ela veria aquelas estrelas em outro lugar.Voltaria para sua cidade ,para seu mundo ,seu amor ,seus amores.
E eu...
Em algumas horas também estaria de volta pra casa, para meu mundo.
O mundo que eu era forte e vencia.
Sentado de uma forma debruçada eu invadia e ultrapassava com meu corpo contorcido a região restrita de sua poltrona. Já não havia espaço nem entre nossos corpos e nem entre as demais poltronas telespectadoras desse filme com o conteúdo secreto e resumido da nossa memória.
A minha emoção se confundia de tal forma, que meu cérebro, já não enviava mensagens concretas ao meu corpo, para assim corresponder-me aos carinhos, que talvez, desordenada como eu, arriscava alguns impulsos involuntários.
Mas era inevitável notar, que sua boca habitava anjos, destilava o éter e toda “complexa”, simplicidade se escondia de maneira tão contraditória a tudo que é real naqueles lindos lábios.
Era uma forma delicada e ao mesmo tempo abrasadora sua natureza.
Seus olhos donos de inevitável emoção e mistério; já contava sua história antes mesmo q a tão formosa criatura abrisse a boca.
E que boca!
Haveria de encontrar, um artista, tamanha inspiração para doar-se; assim junto com suas tintas e envolver-se na infinita mistura de cores para a então descoberta de um vermelho tão perfeito?
Creio que não haveria!
E então ela falava. E seu hálito destilava vida.
Tudo nascia e crescia ao seu redor, era dona de encantos e do tempo... Nem sua idade era notável.
Mais uma vez olhei para os aqueles olhos.
Que me diziam para não se apaixonar ou então que assim o fizesse. Para descobrir também outro sentimento que se esconde por detrás da felicidade. Sofrimento.
Nem mesmo o mais duro coração dessa terra, nem mesmo o mais inatingível dos homens, suportaria ganhar e perder em tão pouco tempo.
Não!Que me levasse de pouco a pouco. Depois de uma forma inteira!
Olhei-os-seus-olhos...
E agora com mais temor do que antes.
Só ela tinha o mapa do tesouro que eu escondia.
Poderia mudar o curso do vento se quisesse. Mas não o fez.
Soprou e quase não consegui me segurar.
Perto dela,
Sentia-me como presa em frente ao seu predador. Não havia como fugir.
O silêncio e olhar pertenciam ao ritual que demonstrava superioridade e controle antes do momento final. Era indispensável fazer isso. Para que não houvesse meio ,apenas começo e fim.Mas fim do que começo!
Der repente recuperei meus sentidos, olhei pela janela do ônibus. Algumas horas depois. Ela veria aquelas estrelas em outro lugar.Voltaria para sua cidade ,para seu mundo ,seu amor ,seus amores.
E eu...
Em algumas horas também estaria de volta pra casa, para meu mundo.
O mundo que eu era forte e vencia.



1 Comments:
Naum sei usar palavras taum bonitas e frases taum bem feitas e com nexo! Mas sei oq sinto e sei q ele é tao verdadeiro, puro e lindo qnto tdo oq vc disse!
Q noite!
Te amo pra sempre baby lindo!
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