Wednesday, September 01, 2010
Wednesday, March 24, 2010
O sedutor- 1° parte
Não há nada em que paire tanta sedução e maldição como num segredo.
Soren Kierkegaard
Der repente o sol se escondeu por entre as nuvens, o forte vento rodopiava as folhas secas no ar, era quase noite. Ele sentado no banco do velho bosque observava admirado todos os movimentos que ela fazia. Então se afastou do seu livro (seu companheiro) levantou-se devagar se apoiando numa árvore de folhas longas.
Suas unhas riscavam fortemente o caule da árvore e ele imaginava paraísos dentro dos olhos daquela moça.
Ela fazia compras num mercadinho perto do bosque. O vermelho da maça era nítido em sua cesta, havia também algumas rosas. Ela gostava de rosas!
A garota trajava um vestido cor de areia e uma fita amarrava sua cintura, uma rosa enfeitava seu cabelo e todos os perfumes do mundo habitavam a sua pele branca, e o vento os - trazia até a ele. Inevitável foi a paixão!
Ele caminhou em sua direção tirou de dentro do bolso da sua camisa de mangas compridas de listras vermelhas, a imagem de um anjo feito de madeira. Deixou-o cair perto da moça de costas que finalizava sua compra e caminhou bem devagar.
Ela sentiu o objeto cair perto de si, e num rápido movimento o apanhou do chão, apontando-o em direção ao rapaz antes mesmo de alertá-lo de sua perda.
-Moço deixou cair seu santo!-ela prosseguiu- ainda bem que o achei a tempo.
O rapaz virou-se para ela bem devagar e aproximou-se; segurando o objeto e passando seus longos dedos sobre sua delicada mão disse:
Não é um santo!Obrigado por tê-lo encontrado. Significa muito pra mim!Em seguida retirou-se.
Ela abaixou os olhos num sinal desapontamento por não saber do que se tratava o objeto, pegou sua cesta e foi embora.
Desejo de amar é inato, mas a capacidade de amar é aprendida.
O rapaz chegou a casa e não conseguiu dormir, a moça também não. Ele ansiava que o sucesso do seu plano tivesse êxito. Ela sem saber o porque pensava nele e no” santo que não era um santo.”
Ele por alguns dias a observou enquanto fazia compras, enquanto ia parque e andava de bicicleta, enquanto ia ao cemitério e ao cinema.
Então um dia ela retornou para comprar maças e rosas no mesmo mercadinho o qual se viram pela primeira vez. Ele novamente sentou no banco do velho bosque como fazia todas as tardes de inverno. Ficava ali lendo seu livro “viajando por terras longínquas,vivendo amores e guerras” até que o vento fiel mensageiro da chuva,vinha lhe avisar que era melhor voltar amanhã.
E como um principio natural do tempo, a mesma situação nunca se repete da mesma forma duas vezes. Ainda mais quando existia um manipulador do tempo e do destino.
Ela olhava para os lados, ficou um tempo de costas para o bosque. Olhou várias vezes para o chão, mas dessa vez nada aconteceu. Então pagou a conta a senhora idosa ,pegou suas rosas e maças e partiu.Dessa vez tetricamente contava os passos a caminho de casa ,nunca foi tão difícil sair daquele lugar.
Continuou a caminhar quando de repente teve uma idéia maluca. Voltou para o pequeno comercio e perguntou à senhora idosa que lhe vendia maças e rosas se conhecia aquele rapaz de estatura média, olhos castanhos, cabelos lisos e usava óculos de lentes grossas e carregava um livro que outrora havia deixado cair um objeto o qual ela havia devolvido.
Ela mesma se surpreendeu com tantas observações a qual havia feito em tão pouco tempo, numa situação um tanto inusitada.
A velha recuperou-se de tantas perguntas lançadas e tão curto tempo, e respondeu:
-tenha calma minha filha!-acho que sei quem procuras!
-Esse rapaz o qual mencionou vem todos os dias ler seu livro nesse bosque aí em frente.
A moça respondeu à senhora idosa com olhar de desinteresse pelo local que o rapaz freqüentava todas as tarde, olhou em direção ao bosque, caminhou até ele e agradeceu a velha sem mesmo olhar para ela.
O rapaz permanecia inerte sentado no banco do bosque com os olhos fixamente voltados ao livro.
Ele havia presenciado toda a cena enquanto a moça estava no pequeno comercio. A distância não permitia que ele ouvisse o que ela falava com a velha. Mas era experiente demais para não entender.
Ela abaixou-se numa esquiva rápida passando debaixo de uma árvore de folhas longas adentrando no bosque seguindo em direção ao rapaz, que nem por um instante surpreendeu-se.
Ela estranhou tal atitude, mas mesmo assim; voltou-se para ele abaixando um pouco seu corpo em direção ao banco e perguntou:
-Eu incomodo?
Num movimento lento, ele afastou de perto de si o seu livro, olhou vagarosamente para ela e disse:
-Não! -Estava esperando você chegar.
Ela afastou-se num rápido salto, para trás, demonstrando inquietação diante da resposta do rapaz que lhe soou um tanto estranha.
Como sabia que eu viria?-disse ela, com algumas lágrimas prontas para passear sobre o seu rosto emocionado e confuso.
Ele levantou-se, devagar caminhou em sua direção e disse:
-Pedi ao meu anjo que trouxesse você.
continua...
Sunday, March 21, 2010
Esperando você...
“Ela se escondeu dentro de si, para que eu há encontrasse, dentro de mim.”
Substâncias de frescor viajavam pelo ar sinalizando a direção da esfera desse sentimento arrebatador.
Dona e senhora dos meus olhos, me perdi; no labirinto dos teus. Antes de ti, a arte era apenas um quadro e a poesia apenas uma palavra sem vida.
Hoje pela manha, me visitaram da terra e do ar, criaturas do teu domínio. Algumas me trouxeram o teu cheiro,outras apenas vieram para te representar com toda força e leveza que carrega dentro de si.Noite passada,quando eu observava o luar,”pois as paredes do meu quarto tornaram-se prisões desde o primeiro momento que te vi.”Fiquei durante algum tempo contemplando a maravilha da noite.Hoje tão fria.Algumas corujas voavam por entre as árvores capturando alguns animais para sua alimentação,seres rastejantes se aconchegavam do frio dentro de suas tocas escuras.A neblina então envolvia todos essas habitantes da noite ,na sua nebulosa cortina de solidão
Sentei na cadeira da varanda na casa velha. O jardim mais parece um reino de gelo durante a noite.As frondosas e exuberantes rosas,parecem ter sua voluptuosidade aprisionada pela escuridão.
Os meus olhos se cansam por alguns instantes, e então imagino o devaneio de ilusões que sua imagem me transportou:
Como um espírito pairando sobre sua cama, eu observo vagarosamente a inquietação dos seus lábios, seios e pernas lutando pela libertação dos seus desejos. Suas mãos agarram-se nos lençóis e a paradoxal intenção de partir ou de ficar permanece sempre ali.
Somente minha áurea envolve o seu vestido, e a minha boca sente, mas, não toca nada em você. Há...sou prisioneiro da quimera dessa vontade e nem o amor tem um nome mais improvável.
Meu cachorro chegou pela manha, e num sobressalto sobre o meu colo, me acordou.
Levantei da cadeira, minhas costas ainda doíam da posição em que dormi.
Tuesday, September 26, 2006
Uma vida em uma noite...
Eu iria te mandar uma carta...
Sentado de uma forma debruçada eu invadia e ultrapassava com meu corpo contorcido a região restrita de sua poltrona. Já não havia espaço nem entre nossos corpos e nem entre as demais poltronas telespectadoras desse filme com o conteúdo secreto e resumido da nossa memória.
A minha emoção se confundia de tal forma, que meu cérebro, já não enviava mensagens concretas ao meu corpo, para assim corresponder-me aos carinhos, que talvez, desordenada como eu, arriscava alguns impulsos involuntários.
Mas era inevitável notar, que sua boca habitava anjos, destilava o éter e toda “complexa”, simplicidade se escondia de maneira tão contraditória a tudo que é real naqueles lindos lábios.
Era uma forma delicada e ao mesmo tempo abrasadora sua natureza.
Seus olhos donos de inevitável emoção e mistério; já contava sua história antes mesmo q a tão formosa criatura abrisse a boca.
E que boca!
Haveria de encontrar, um artista, tamanha inspiração para doar-se; assim junto com suas tintas e envolver-se na infinita mistura de cores para a então descoberta de um vermelho tão perfeito?
Creio que não haveria!
E então ela falava. E seu hálito destilava vida.
Tudo nascia e crescia ao seu redor, era dona de encantos e do tempo... Nem sua idade era notável.
Mais uma vez olhei para os aqueles olhos.
Que me diziam para não se apaixonar ou então que assim o fizesse. Para descobrir também outro sentimento que se esconde por detrás da felicidade. Sofrimento.
Nem mesmo o mais duro coração dessa terra, nem mesmo o mais inatingível dos homens, suportaria ganhar e perder em tão pouco tempo.
Não!Que me levasse de pouco a pouco. Depois de uma forma inteira!
Olhei-os-seus-olhos...
E agora com mais temor do que antes.
Só ela tinha o mapa do tesouro que eu escondia.
Poderia mudar o curso do vento se quisesse. Mas não o fez.
Soprou e quase não consegui me segurar.
Perto dela,
Sentia-me como presa em frente ao seu predador. Não havia como fugir.
O silêncio e olhar pertenciam ao ritual que demonstrava superioridade e controle antes do momento final. Era indispensável fazer isso. Para que não houvesse meio ,apenas começo e fim.Mas fim do que começo!
Der repente recuperei meus sentidos, olhei pela janela do ônibus. Algumas horas depois. Ela veria aquelas estrelas em outro lugar.Voltaria para sua cidade ,para seu mundo ,seu amor ,seus amores.
E eu...
Em algumas horas também estaria de volta pra casa, para meu mundo.
O mundo que eu era forte e vencia.
Sentado de uma forma debruçada eu invadia e ultrapassava com meu corpo contorcido a região restrita de sua poltrona. Já não havia espaço nem entre nossos corpos e nem entre as demais poltronas telespectadoras desse filme com o conteúdo secreto e resumido da nossa memória.
A minha emoção se confundia de tal forma, que meu cérebro, já não enviava mensagens concretas ao meu corpo, para assim corresponder-me aos carinhos, que talvez, desordenada como eu, arriscava alguns impulsos involuntários.
Mas era inevitável notar, que sua boca habitava anjos, destilava o éter e toda “complexa”, simplicidade se escondia de maneira tão contraditória a tudo que é real naqueles lindos lábios.
Era uma forma delicada e ao mesmo tempo abrasadora sua natureza.
Seus olhos donos de inevitável emoção e mistério; já contava sua história antes mesmo q a tão formosa criatura abrisse a boca.
E que boca!
Haveria de encontrar, um artista, tamanha inspiração para doar-se; assim junto com suas tintas e envolver-se na infinita mistura de cores para a então descoberta de um vermelho tão perfeito?
Creio que não haveria!
E então ela falava. E seu hálito destilava vida.
Tudo nascia e crescia ao seu redor, era dona de encantos e do tempo... Nem sua idade era notável.
Mais uma vez olhei para os aqueles olhos.
Que me diziam para não se apaixonar ou então que assim o fizesse. Para descobrir também outro sentimento que se esconde por detrás da felicidade. Sofrimento.
Nem mesmo o mais duro coração dessa terra, nem mesmo o mais inatingível dos homens, suportaria ganhar e perder em tão pouco tempo.
Não!Que me levasse de pouco a pouco. Depois de uma forma inteira!
Olhei-os-seus-olhos...
E agora com mais temor do que antes.
Só ela tinha o mapa do tesouro que eu escondia.
Poderia mudar o curso do vento se quisesse. Mas não o fez.
Soprou e quase não consegui me segurar.
Perto dela,
Sentia-me como presa em frente ao seu predador. Não havia como fugir.
O silêncio e olhar pertenciam ao ritual que demonstrava superioridade e controle antes do momento final. Era indispensável fazer isso. Para que não houvesse meio ,apenas começo e fim.Mas fim do que começo!
Der repente recuperei meus sentidos, olhei pela janela do ônibus. Algumas horas depois. Ela veria aquelas estrelas em outro lugar.Voltaria para sua cidade ,para seu mundo ,seu amor ,seus amores.
E eu...
Em algumas horas também estaria de volta pra casa, para meu mundo.
O mundo que eu era forte e vencia.
Sunday, May 28, 2006
Sua aparição em minha vida...
For my love
Sua aparição em minha vida, predestinada, anunciada, prometida. Materializou-se sorrateiramente por alguns instantes e fazendo da minha busca uma conquista inteiramente valiosa, der repente você sumiu.
Nosso destino pelo universo traçado, inevitavelmente veio nos unir como partículas de pólos opostos, revelando a paradoxal irreverência do que não se pode prever.
Minha busca relativamente fracassada veio apenas concretizar a existência da força do desejo do tempo, que marcou minuciosamente o nosso encontro no seu relógio de estrelas e vazio.
Antes procurava em minha mente desenhar sua face que num breve instante contemplei e agora procuro apagá-la das casas, das luzes, das águas, do céu. Onde tudo é um pedaço de você.
Sua pele pálida é neve de inverno agradável derretendo o sol dos meus temores, invadindo a estação dos meus instintos mais ocultos.
E quando o frio se torna intenso, me aconchego no teu colo. Uma cabana a beira do lago da tua boca, onde cisnes brincam e mergulham para se refrescar, do sol escaldante do teu olhar.
Relutantemente nunca me canso de lutar pelo teu corpo, onde microscópicas civilizações de sensações, de norte a sul reivindicam sua posse.
E o teu beijo, - quimeras tempestades de sublime contemplação, me transportam para o “Éden” da tua presença onde etéreas cascatas de sentimentos jorram dentro de si, me envolvendo a cada soprar inexprimivelmente ofegante da tua respiração.
Na segurança da fortaleza intransponivel do teu amor, te faço Rainha do castelo dos meus sonhos onde Querubins e Arcanjos cultivam flores nos floridos bosques dos teus cabelos. Assim permaneço embriagado pelas cálidas noites que penso em você e relembro nossa história, e suas definições e qualidades são tão imprescindíveis que terminei me dispersando em descrever como te conheci.
Sua aparição em minha vida, predestinada, anunciada, prometida. Materializou-se sorrateiramente por alguns instantes e fazendo da minha busca uma conquista inteiramente valiosa, der repente você sumiu.
Nosso destino pelo universo traçado, inevitavelmente veio nos unir como partículas de pólos opostos, revelando a paradoxal irreverência do que não se pode prever.
Minha busca relativamente fracassada veio apenas concretizar a existência da força do desejo do tempo, que marcou minuciosamente o nosso encontro no seu relógio de estrelas e vazio.
Antes procurava em minha mente desenhar sua face que num breve instante contemplei e agora procuro apagá-la das casas, das luzes, das águas, do céu. Onde tudo é um pedaço de você.
Sua pele pálida é neve de inverno agradável derretendo o sol dos meus temores, invadindo a estação dos meus instintos mais ocultos.
E quando o frio se torna intenso, me aconchego no teu colo. Uma cabana a beira do lago da tua boca, onde cisnes brincam e mergulham para se refrescar, do sol escaldante do teu olhar.
Relutantemente nunca me canso de lutar pelo teu corpo, onde microscópicas civilizações de sensações, de norte a sul reivindicam sua posse.
E o teu beijo, - quimeras tempestades de sublime contemplação, me transportam para o “Éden” da tua presença onde etéreas cascatas de sentimentos jorram dentro de si, me envolvendo a cada soprar inexprimivelmente ofegante da tua respiração.
Na segurança da fortaleza intransponivel do teu amor, te faço Rainha do castelo dos meus sonhos onde Querubins e Arcanjos cultivam flores nos floridos bosques dos teus cabelos. Assim permaneço embriagado pelas cálidas noites que penso em você e relembro nossa história, e suas definições e qualidades são tão imprescindíveis que terminei me dispersando em descrever como te conheci.
Saturday, May 27, 2006
Ins�nia...
Era mentiroso!
Iludia-me com suas falsas promessas de informação e boa memória.
Sorrisos choros, canções, livros e muitos.
Tinha conteúdo para sua argumentação.
Eu tentava não ouvi-lo. Falava-me de ontem, de hoje, de amanhã. Ele era forte demais pra mim.
Ele me dizia que talvez devesse ficar com ela, ou nem mesmo tê-la conhecido. Quem era ele pra decidir?
Audacioso, infeliz!
Agora vagarosamente enfraquece meus ossos. Meus olhos ardem.
O mundo escuro agora é habitado por tudo que lhe convêm.
Ele faz palhaços ficarem violentos, lindas canções orquestras de morte. Reúne todo o mundo ao vivo num único canal .
A confusão toma conta de mim. Nunca amei tanto o sol!
Sou seu prisioneiro!Meu libertador!
-Herói desse mundo de trevas - As penumbras me envolvem.
Nem o grito é a chave!
Peço auxilio as forças divinas. Não haveriam mesmo de me ajudar !
Minhas preces foram justificadas com o modernismo do tempo religioso.
Já nem meu antídoto é eficaz.
Meu corpo precisa vencer!
Mas ele ainda não está satisfeito.
Ele quer- me - ver-chorar.
Mas eu não choro!
E cada vez ele se excita mais com meu sofrimento.
Ele...
Faz-me lembrar do mal.
Mas sei que há mais anjos do que demônios e não importa o quanto é intensa a escuridão da noite. Nada é mais Fantástico que o nascer do sol.
Já é quase de manhã,
Parece que até o diabo descansa.
“Até o mal precisa de planos”
Aos poucos vai se afastando o poder pertubador desse devorador de sonhos.
Amanhã, Talvez, Ele venha novamente.
Talvez, mais cruel!
Então que venha!
“Não importa a intensidade da escuridão”...
O brilho da minha espada consegue iluminar.







